domingo, 29 de abril de 2012

De Passagem...


Vinhas na minha direcção… 
Borboletas alvoraçaram-se 
Em meu estômago, 
-Para minha surpresa- 
Eclodindo pelos meus nervos… 
Um nó apertou-me a garganta… 
Meu coração batia tão alto, 
Que pensei que a sala toda ouvisse… 
Fui invadido por uma vontade imensa 
E incontrolável 
De chorar… 
Desviei o olhar… 
Passaste, 
Como se fosses um furacão, 
Sacudindo, sem derrubar, 
Completamente, 
Minha estrutura... 
Fingiste não perceber minha covardia… 
Com o canto do olho, 
Vi-te dissimular um sorriso… 
Não tive coragem de acompanhar 
Teus passos… 
Meus olhos entristeceram, 
Como se a vida, 
Antes existente neles, 
Houvesse sido roubada, 
Sem que eu pudesse fazer algo 
Para impedir… 
Um silêncio invadiu-me 
Todo o ser,
A ponto de sentir um vazio
Tão grande 
Na alma, 
Que meu peito estilhaçou-se
Em um milhão de fragmentos… 
Juntei os cacos
Do meu coração despedaçado, 
Porém,
E segui adiante… 
...Mas não te foste para sempre…
...Felizmente...


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